segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ó glorioso!

Eu não entendo muita coisa de futebol (aliás até hoje não sei direito o que caracteriza um impedimento), mas assim como meu pai e irmão, torço pelo Coritiba. Na adolescência ia aos jogos e sabia o nome de todos os jogadores, ganhei uma camiseta de um ex-namorado, carregava o símbolo do time na minha mochila. Essa fase aconteceu lá por 2000, durou menos de um ano e estendeu-se até ontem, no final do campeonato brasileiro.
Estádio lotado, festa bonita, jogo... nem tanto. Acontece que o time é uma merda, assim como seus torcedores. O placar de 1x1 levou o Coritiba ao rebaixamento no ano em que o clube comemora seu centenário. A festa começou bem e terminou mal, muito mal. Meu retorno ao estádio de futebol foi coroada quando me escondi na lanchonete do estádio.
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O que será que passou na cabeça dos vândalos que estavam lá ontem?
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"Ah! Que merda, meu time perdeu. Já sei: vou bater no juiz!"
"Ah! Os atleticanos vão me zoar, não posso deixar barato. Vou bater nos jogadores."
"Ah! Minha mulher tá gravida, vou quebrar a cara do massagista do time adversário!"
"Ah! Eu moro no boqueirão, e paguei 1 real pela passagem. Vou tacar fogo no estádio, quebrar todas as cadeiras e depois vou arremessá-las num policial!"
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A briga acontecia por todos os lados e entre todo mundo. Homem com homem, mulher com mulher (sempre muito mais engraçada e bizarra), velho com jovem, velho com velho, e por aí vai. Bomba, spray de pimenta, mais bomba, tiro de borracha, mais spray. Eu ali, abraçada com meu pai tentando parecer invisível. A sensação era de medo, vergonha, incompreensão e injustiça. O prejuízo disso? Bem, o meu é ter que aturar as piadinhas e menos R$15,00 no bolso.
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Obrigada, Coritiba pelos momentos inesquecíveis do último domingo! O bom filho à casa torna. Parabéns pelos 100 anos de frouxidão. Ainda bem que eu também sou Flamengo...

Um comentário:

Thaís disse...

Porra???? Agora vai me dizer que tem uma nega chamada Tereza????