sexta-feira, 22 de julho de 2011

Trabalho com uma menina e sempre digo que admiro a relação dela com o marido. Um amor baseado em parceria, amizade, cumplicidade e leveza. Dias atrás ele foi viajar e ela tinha uma reunião muito cedo. Saiu de casa às pressas e acabou esquecendo de despedir-se, então depois do compromisso voltou pra casa na tentativa de redimir-se. Preparou um sanduiche pro marido, disse tchau e voltou pro trabalho. Ao chegar no escritório havia um buquê de flores na mesa dela com um cartão que dizia: “Feliz Dia do Nada”.

A construção de um relacionamento sólido acontece nos pequenos gestos. Não confio nas grandes manifestações do amor, que beiram (além do mau gosto) a bizarrice. Também não acredito em imensas declarações. Parafraseando Martha Medeiros, “O que você diz - com todo respeito - é apenas o que você diz". Quando aparece, o amor é simples, não exige nada. Nós somos os complicadores.


Me peguei pensando que o tipo de relação que esse casal conhecido construiu se assemelha ao que eu gostaria de viver um dia. Em seguida, me flagrei deixando de experimentar algo que pode ser isso e muito mais por puro medo e preconceito. Aperto a tecla da disposição junto da do foda-se and guess what: tô feliz! O resto, como não poderia deixar de ser, remains unwritten.